E se eu imaginar como seria a gente? Como seriamos nós. Eu com você e você comigo.
E se tudo o que pensei não for real? E tão somente alguns devaneios?
Tenho tentado estar em paz com a minha alma. Não tenho tido ótimos resultados, não no amor.
E hoje na escola, todas as músicas cantadas, mensagens lidas, peças apresentadas falavam tão somente de amor. Eles até cantaram aquela música ridícula que minhas amigas me zoam com você e elas me zoaram de novo, como se fosse a última vez.
Então eles cantaram Thousand Years e eu senti um aperto no peito, uma vontade louca de sentar sozinha num canto e chorar enquanto ouvia um menino dedilhar o violão e outro deslizar os dedos pelo teclado, e a voz da minha professora soar como o canto de um pássaro. Algumas piscadas mais fortes, e eu não poderia chorar, meu título de força seria questionado. Algumas lágrimas escorrem e me lembro de quão dura fui com você noite passada.
Por mais que eu esteja tecnicamente pensando em você, eu estou bem lá no fundo pensando apenas em mim mesma. Não pensei em tudo o que você preparou, e planejou com tanta dedicação. Do tempo que disponibilizou e em tudo. Só pensei que talvez não estivesse pronta para isso. Mas ainda que eu não esteja, eu aceito correr o risco, eu sempre digo que quero fazer loucuras e então seja o que for... Olha eu não faço ideia do que seja, mas se quiser faça.
Eu posso passar um tempo sendo zoada, e tudo mais... Mas chega de pensar nos outros. Eu não vou me zoar e só vou me condenar se continuar assim.
Peço-lhe desculpas, mas antes vejo que você já veio se desculpar. Por que tanto amor? De onde vem? Para onde vai? E aonde vai nos levar? É amor? Eu nem sei se te amo, eu nem sei se te quero... Há sempre outra opção. Há sempre mais de uma alternativa, ambas são riscos, e eu não sei a que ponto te amo para me arriscar.
E se tudo o que pensei não for real? E tão somente alguns devaneios?
Tenho tentado estar em paz com a minha alma. Não tenho tido ótimos resultados, não no amor.
E hoje na escola, todas as músicas cantadas, mensagens lidas, peças apresentadas falavam tão somente de amor. Eles até cantaram aquela música ridícula que minhas amigas me zoam com você e elas me zoaram de novo, como se fosse a última vez.
Então eles cantaram Thousand Years e eu senti um aperto no peito, uma vontade louca de sentar sozinha num canto e chorar enquanto ouvia um menino dedilhar o violão e outro deslizar os dedos pelo teclado, e a voz da minha professora soar como o canto de um pássaro. Algumas piscadas mais fortes, e eu não poderia chorar, meu título de força seria questionado. Algumas lágrimas escorrem e me lembro de quão dura fui com você noite passada.
Por mais que eu esteja tecnicamente pensando em você, eu estou bem lá no fundo pensando apenas em mim mesma. Não pensei em tudo o que você preparou, e planejou com tanta dedicação. Do tempo que disponibilizou e em tudo. Só pensei que talvez não estivesse pronta para isso. Mas ainda que eu não esteja, eu aceito correr o risco, eu sempre digo que quero fazer loucuras e então seja o que for... Olha eu não faço ideia do que seja, mas se quiser faça.
Eu posso passar um tempo sendo zoada, e tudo mais... Mas chega de pensar nos outros. Eu não vou me zoar e só vou me condenar se continuar assim.
Peço-lhe desculpas, mas antes vejo que você já veio se desculpar. Por que tanto amor? De onde vem? Para onde vai? E aonde vai nos levar? É amor? Eu nem sei se te amo, eu nem sei se te quero... Há sempre outra opção. Há sempre mais de uma alternativa, ambas são riscos, e eu não sei a que ponto te amo para me arriscar.
Isto é, eu tenho quinze anos, como posso amar alguém que conheço há seis meses? É loucura. E que deixemos de ser adolescentes por um momento e pensemos em quantas coisas ainda existem, e quantas pessoas podem aparecer, eu não posso amar alguém assim "com meus quinze anos conheci o amor da minha vida". Isso é tão ridículo.
Agora aqui estou eu, em um ônibus sujo e cheio, escrevendo para você.
O amor não tem hora, tempo nem lugar.
Hoje essa é a lição do dia.
Sempre é hora de desabafar, escrever e dizer o quanto se ama alguém.
Sempre é tempo de escrever. Todo minuto é momento de declarar, ainda que para um simples caderno, o quão grande é o que se sente.
Agora aqui estou eu, em um ônibus sujo e cheio, escrevendo para você.
O amor não tem hora, tempo nem lugar.
Hoje essa é a lição do dia.
Sempre é hora de desabafar, escrever e dizer o quanto se ama alguém.
Sempre é tempo de escrever. Todo minuto é momento de declarar, ainda que para um simples caderno, o quão grande é o que se sente.
E se não souber a dimensão... escreva, reflita, medite.
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