sábado, 10 de agosto de 2013

Incoerentemente

 Belas são as flores do campo. Lindas, tão lindas mas até elas morreram um dia. Um dia antes de mim.
 Me perco no tempo, na ideia, no pensamento, nos maus e bons momentos e na lembrança jogada ao vento.
 Te amei, amei seus lábios, seu sorriso, seu cabelo feio e seu jeitinho safado, mas nem assim você olhou para mim.
 Ah meu Deus quem me dera, se tão bela quanto elas fosse o nosso amor, quete, ardente, vivo em nós dois.
 Nascido em você, criado por mim, o amor de nós dois era cada vez mais eficiente em nos fazer sofrer.
 Livre, firme, só e leve sejamos nós. Livre dessas correntes presas em nossos corações. Livre para amar e não somente odiar ou chorar.
 Procuro nesses espaços, nessas linhas, dizer o quanto quero me livrar de você, e o quanto esse meu desejo não é concedido.
 Oh Afrodite, Deusa do meu amor, tenha piedade de mim e arranque-me essa dor. E me acalma o coração.
 Céus e mares, enfrentei minhas próprias ondas e tempestades para ir ao teu encontro. Ainda que fosse na minha memória.
 Quero beijar os teus lábios e sorrir o teu sorriso, para assim me livrar desse tal feitiço.
 Direi as ondas do mar Leve. Levem esse amor traiçoeiro que me bagunçou inteiro.
 Saberás o caminho que segui, e atrás de mim correrás, mas não olharei para direita, nem para a esquerda e seguirei em frente... seguindo, seguindo...
 Sem um amor incoerente!

Nenhum comentário:

Postar um comentário