Belas são as flores do campo. Lindas, tão lindas mas até elas morreram um dia. Um dia antes de mim.
Me perco no tempo, na ideia, no pensamento, nos maus e bons momentos e na lembrança jogada ao vento.
Te amei, amei seus lábios, seu sorriso, seu cabelo feio e seu jeitinho safado, mas nem assim você olhou para mim.
Ah meu Deus quem me dera, se tão bela quanto elas fosse o nosso amor, quete, ardente, vivo em nós dois.
Nascido em você, criado por mim, o amor de nós dois era cada vez mais eficiente em nos fazer sofrer.
Livre, firme, só e leve sejamos nós. Livre dessas correntes presas em nossos corações. Livre para amar e não somente odiar ou chorar.
Procuro nesses espaços, nessas linhas, dizer o quanto quero me livrar de você, e o quanto esse meu desejo não é concedido.
Oh Afrodite, Deusa do meu amor, tenha piedade de mim e arranque-me essa dor. E me acalma o coração.
Céus e mares, enfrentei minhas próprias ondas e tempestades para ir ao teu encontro. Ainda que fosse na minha memória.
Quero beijar os teus lábios e sorrir o teu sorriso, para assim me livrar desse tal feitiço.
Direi as ondas do mar Leve. Levem esse amor traiçoeiro que me bagunçou inteiro.
Saberás o caminho que segui, e atrás de mim correrás, mas não olharei para direita, nem para a esquerda e seguirei em frente... seguindo, seguindo...
Sem um amor incoerente!
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