sábado, 24 de agosto de 2013

Para que me livre

Belas são as flores do campo. Lindas, tão lindas mas até elas morrerão um dia, um dia antes de mim.
Me perco no tempo, na ideia, no pensamento, nos maus e bons momentos e na lembrança  jogada ao vento.
Te amei, amei seus lábios, seu sorriso, seu cabelo -feio, e seu jeitinho safado, mas nem assim você olhou para mim.
Ah meu Deus quem me dera, se tão belo quanto elas fosse o nosso amor, quente, ardente, vivo em nós dois.
Nascido em você, criado por mim, o amor de nós dois era cada vez mais eficiente em nos fazer sofrer.
Livre, firme, só e leve sejamos nós. Livres dessas correntes presas em nossos corações. Livre para amar, e não somente odiar.
Procuro nesses espaços, nessas linhas, dizer o quanto quero me livrar de você, e o quanto esse meu desejo não é concebido.
Oh Afrodite, Deusa do meu amor, tenha piedade de mim e arranque-me essa dor. E me acalma.
Céus e mares, enfrentei minhas próprias ondas e tempestades para ir ao teu encontro.
Quero beijar os teus  lábios e sorrir o seu sorriso, para assim me livrar desse tal imprevisto.
Direi as ondas do mar levem. Levem esse amor traiçoeiro que me bagunçou inteiro.
Saberás o caminho que segui, e atrás de mim correrás, mas não olharei para esquerda nem para a direita e seguirei em frente, seguindo.... seguindo..... Sem um amor incoerente.

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